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sábado, 19 de dezembro de 2015







Esses tesouros, esses móveis, esse luxo, essa ordem, esses perfumes, essas flores miraculosas - és tu. Ainda és tu, esses grandes rios e canais tranquilos. Os enormes navios que eles levam, todos carregados de riquezas e de onde sobem os cantos monótonos da manobra, são meus pensamentos que dormem ou resolvem-se no teu peito. Suavemente, tu os conduzes para o mar que é o infinito, espelhando as profundezas do céu na limpidez da tua bela alma; e quando, cansados do marulho e abarrotados de produtos do Oriente, eles regressam ao porto natal, são de novo meus pensamentos enriquecidos que voltam do infinito a ti.
Charles Baudelaire

sexta-feira, 3 de abril de 2015

Perfume de lavanda







"E quando cansada
na cama me jogo
entre lençóis cheirando a lavanda,
me pego a sonhar
que tudo no mundo passa
só não passa a esperança.
... Essa dorme na minha fronha
e me dá bom dia...todo dia.."

Luciete Valente

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Perfume





Gitano...mi alma esta afixiada
sin la tuya, no respira...
tantas veces en sueños, mi alma volo como un pajaro...
como un pajaro de luz
te buscó en la luna...
las estrellas...hasta en el sol...
Gitano...cuantas veces ese amor florecio en nuestras almas...
son tantas, que no las puedo contar
un amor eterno...
un amor como el infinito...
Gitano...el perfume de todas las flores están en nuestras almas...
en toda la eternidad, mi alma procurará por la tuya...
para sentir el perfume de flores que aún lo tenemos...
 

Neide Mendez

domingo, 17 de fevereiro de 2013

Perfume




Nomearás
a abelha. Do mel
só conheces
o perfume, a pálida
rosa dos favos
em botão. O gesto
suspenso à espera
da mão esquiva
que o sustente. 


Albano Martins

Perfume Exótico




Quando eu a dormitar, num íntimo abandono,
Respiro o doce olor do teu colo abrasante,
Vejo desenrolar paisagem deslumbrante
Na auréola de luz d'um triste sol de outono;

Um éden terreal, uma indolente ilha
Com plantas tropicais e frutos saborosos;
Onde há homens gentis, fortes e vigorosos,
E mulher's cujo olhar honesto maravilha.

Conduz-me o teu perfume às paragens mais belas;
Vejo um porto ideal cheio de caravelas
Vindas de percorrer países estrangeiros;

E o perfume subtil do verde tamarindo,
Que circula no ar e que eu vou exaurindo,
Vem juntar-se em minh'alma à voz dos marinheiros.

Charles Baudelaire

terça-feira, 22 de janeiro de 2013




Amo-te como quem ama a rosa
Me aproximo
Sinto teu perfume
Rego-te
Te admiro
Mas não te tomo para mim
Pois ao tomar-te para mim
Eu veria tua beleza dissipando-se diante de mim
Faço-me, portanto, beija-flor
E beijo-te apenas
Nunca te carrego comigo
- Levo-te apenas dentro de mim...


Augusto Branco



Duvide do brilho das estrelas
Duvide do perfume de uma flor
Duvide de todas as verdades
Mas nunca duvide do meu amor.


 [Adaptação Hamlet]
William Shakespeare

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Jasmins





Jazzmim
Jaz em mim
Dormem em mim
Música, perfumes e delicadezas

De vez em quando
Você os acorda


Andreia Clara Galvão

sexta-feira, 30 de novembro de 2012




A chuva tardia
deixou perfumes de terra
nas ruas molhadas.


Humberto del Maestro

terça-feira, 2 de outubro de 2012




Eu queimei os meus lábios no teu olor,
Enterrei a minha face no teu perfume,
Bebi desse teu odor, saciando o meu desejo,
Desenvolvi a fragrância da nossa união,
Descobri o aroma da tua pele, inebriada de prazer.


Desconheço o autor

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Perfume de mulher






Com os olhos do coração,
enxergo a beleza de teu olhar e,
a doçura de teu sorriso.


As notas,
conduzem meus passos,
fazendo-me pássaro em tuas mãos.

Nesse voo de sentimentos,
mesmo que por minutos,
provo o sabor desta paixão.

A música se encerra.
Perco minhas asas,
desperto de mais um sonho.

Volto à escuridão ...
Levando em minh'alma,
seu perfume de Mulher.


Bruno de Paula

Perfume



Esqueço o que sou, arrasto o coração
Divagando uma saudade inacabada
Levo a fragrância perfumada
Do teu cheiroso perdão.

O vento perfuma-se de maresia,
Que passa, e quando passa,
Leva-te às riquezas e à cortesia
E a dádiva escassa.

Perfume de uma figura disforme!
Arrasta-me para um novo mundo,
De falsidades e esmolas perpétuas!

E vejamos, pois, um aroma oriundo,
Desse teu arrojado uniforme
E das fragrâncias tuas...

Álvaro Machado

Perfume e Realidade





Certa noite, o Mestre Bahaudin estava sentado, após o jantar, rodeado de um grande número de recém-chegados, jovens e velhos, todos desejosos de aprender.

O silêncio se fez, e o Mestre pediu que lhe fizessem uma pergunta:

- Qual é o obstáculo maior para o aprendizado e para o ensinamento do Caminho? - perguntou alguém.

O Mestre respondeu:

- As pessoas julgam segundo as aparências. Elas são atraídas pelos sermões, os barulhos e os rumores, e por tudo aquilo que os excita - como as abelhas pelo perfume das flores.

- Então como devem as pessoas se aproximarem da sabedoria, ou as abelhas das flores?

- O ser humano se aproxima da sabedoria pelos rumores e barulhos, os sermões e os livros, e em estado de excitação. Após se terem assim aproximado, eles ficam na proximidade mas somente para pedir ainda a mesma coisa e não por aquilo que a sabedoria pode dar - aquilo pelo qual ela ali está.


É o perfume que guia a abelha até a flor, mas, tendo chegado à proximidade da rosa, ela não se contenta em pedir mais perfume: ela se dispõe a recolher o pólen. Este néctar que ela deverá colher, é o equivalente da realidade da sabedoria da qual os rumores e imaginações são, de certa forma, o perfume.

A humanidade só conta com um pequeno número de “verdadeiras abelhas”. Enquanto que quase todas as abelhas são abelhas por sua aptidão para recolher o néctar, a maioria dos seres humanos não são ainda seres humanos - seres preparados para perceber aquilo que eles foram criados para perceber.

E o Mestre falou:

- Que aqueles que vieram aqui a Quasr al-Arifin, por causa do que leram, se levantem.

Muitos se levantaram.


- Que aqueles que chegaram até nós porque escutaram falar de nós, se levantem igualmente.

Foi ainda maior o número dos que se levantaram.

- Aqueles que ficaram sentados - retomou Bahaudin - estes vieram por que perceberam nossa presença e nossa verdade de uma outra forma, de maneira sutil.

- Entre aqueles que estão de pé, velhos ou jovens, há muitos que só querem ser sempre estimulados, cada vez mais, em seus sentimentos e procuram a excitação ou a tranqüilidade. Antes que eles possam aprender aquilo que não podem experimentar em outro lugar, eles deverão pedir o conhecimento e não a diversão e o espetáculo.

Depois ele disse o seguinte:

- Existem aqueles que são atraídos pela reputação de um mestre, e eles vêm lhe ver desejosos de experimentar ainda mais intensamente a mesma sensação. Quando este morre, eles visitam sua tumba, sempre pela mesma razão.


Enquanto suas aspirações não tiverem sido transformadas, como por alquimia, eles não encontrarão a verdade.

Depois há aqueles que visitam um mestre não porque eles escutaram falar dele como um conselheiro sábio e experimentado ou, se ele está morto, porque desejam ver sua tumba, mas por que eles reconhecem sua realidade profunda. Um dia virá onde cada um possuirá esta faculdade.

Então Bahaudin, o Desenhista, diz:

- Mas, enquanto se espera, o trabalho que será finalmente realizado através das gerações deverá ser realizado dentro de um mesmo indivíduo. Para tornar-se um Moisés, se terá que transcender o Faraó. O homem que é atraído pela reputação deverá tornar-se, de uma certa maneira, um outro homem. Ele deverá tornar-se aquele que habita nas proximidades da sabedoria por que sentiu sua realidade profunda.

Este é o objetivo deste Trabalho, antes que ele possa aprender. Enquanto não aprender isso, ele é só um dervixe. O dervixe deseja. O sufi percebe.


Poesia sufi


Desde que te conheci
dei para sonhar
com ilhas desertas e
estradas que sigam
o esplendor do sol.
Quero proteger este
amor com o silêncio
da lua e das estrelas,
adormecer seu perfume
no aroma das flores e
ouvir sua voz murmurar
cantigas de passarinhos.
Nosso amor vai durar
enquanto houver versos
e o mar chegar à praia
em sorrisos de espuma.


Alvaro Bastos

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Perfumes e amor




A flor mimosa que abrilhanta o prado
Ao sol nascente vai pedir fulgor;
E o sol, abrindo da açucena as folhas,
Dá-lhe perfumes - e não nega amor.

Eu que não tenho, como o sol, seus raios,
Embora sinta nesta fronte ardor,
Sempre quisera ao encetar teu álbum
Dar-lhe perfumes - desejar-lhe amor.

Meu Deus! nas folhas deste livro puro
Não manche o pranto da inocência o alvor,
Mas cada canto que cair dos lábios
Traga perfumes - e murmure amor.

Aqui se junte, qual num ramo santo,
Do nardo o aroma e da camélia a cor,
E possa a virgem, percorrendo as folhas,
Sorver perfumes - respirar amor.

Encontre a bela, caprichosa sempre,
Nos ternos hinos d'infantil frescor
Entrelaçados na grinalda amiga
Doces perfumes - e celeste amor.

Talvez que diga, recordando tarde
O doce anelo do feliz cantor:
- "Meu Deus! nas folhas do meu livro d'alma
Sobram perfumes - e não falta amor!"


Casimiro de Abreu

quarta-feira, 29 de agosto de 2012



Escreve-me! Ainda que seja só
Uma palavra, uma palavra apenas,
Suave como o teu nome e casta
Como um perfume casto d’açucenas!

Escreve-me! Há tanto, há tanto tempo
Que te não vejo, amor! Meu coração
Morreu já, e no mundo aos pobres mortos
Ninguém nega uma frase d’oração!

“Amo-te!” Cinco letras pequeninas,
Folhas leves e tenras de boninas,
Um poema d’amor e felicidade!

Não queres mandar-me esta palavra apenas?
Olha, manda então… brandas… serenas…
Cinco pétalas roxas de saudade…

Florbela Espanca

sábado, 7 de julho de 2012




Eu não sinto como que escrevendo um poema

Pelo contrário, eu acenderei o incensário

cheio de mirra, jasmin e olíbano

e o poema crescerá em meu coração

como as flores no jardim



- student of Hafis (15th century A.D.)

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Perfumes



Tanto perfumosa é tua pele
Quanto à fulô dos cafezá
Que gruda no vento e saí
Levando teu cheiro pra li pra acolá,

A essência do teu cheiro é a
Única que quero lembrar, e
Mesmo depois de anos, dizer-te
Perfume igual o teu não há,

É cheiro com gosto de inocência
Repleto de ternura e malícia,
Sei lá, mais acho que és tu
A pura essência da vida.

Foste deusa em meu jardim
E a mais bela flor, e nem mesmo
As margaridas exalam teu teor
Pois és tu minha essência de amor.


Magnum Jhonny de França Santos.

Jasmins




Jazzmim
Jaz em mim
Dormem em mim
Música, perfumes e delicadezas

De vez em quando
Você os acorda


Andreia Clara Galvão



Esses tesouros, esses móveis, esse luxo, essa ordem, esses perfumes, essas flores miraculosas - és tu. Ainda és tu, esses grandes rios e canais tranquilos. Os enormes navios que eles levam, todos carregados de riquezas e de onde sobem os cantos monótonos da manobra, são meus pensamentos que dormem ou resolvem-se no teu peito. Suavemente, tu os conduzes para o mar que é o infinito, espelhando as profundezas do céu na limpidez da tua bela alma; e quando, cansados do marulho e abarrotados de produtos do Oriente, eles regressam ao porto natal, são de novo meus pensamentos enriquecidos que voltam do infinito a ti.
Charles Baudelaire