quarta-feira, 7 de abril de 2010

Perfume ( PoemaVI )























Perfume de mulher

Dócil como a rosa

Que não cheguei a chorar

Minha alma penosa



Deixo para trás

Recordação nossa

De uma tal rosa

Perfume de mulher



Cheiro da vida

Mulher possuída

Pelo aroma do amar

Que passa despercebida


Cheiro a rosa

Que passa por nós

Pela vida

Pela recordação esquecida

Oliveira Pena

Perfume de você





















Um fascínio misterioso
Sensações nem sei de quê,
É poesia, é doçura,
Nenhum sabor de amargura,
É o perfume de você...

Um enigma a desvendar,
Sua chegada antevê...
Antecipa as delícias
De suas fatais carícias
O perfume de você...

Um mistério que arrebata,
Quando a gente se revê...
Mesmo após remir a chama,
Permanece em nossa cama,
O perfume de você...

Delicado e colorido
Como as flores num buquê,
Companheiro de verdade,
Em presença ou na saudade,
É o perfume de você...

Eternamente, a exalar
O amor que a gente crê...
Inebriante como agora,
Sentirei na vida afora,
O perfume de você!

Oriza Martins

quarta-feira, 24 de março de 2010



















O meu cheiro te acolherá com toques de lavanda
- Em mim há outras mulheres e algumas ninfetas -
Depois plantarei para ti margaridas da primavera
e aí no meu corpo somente tu e leves vestidos,
para serem tirados pelo total desejo de quimera.

Os meus desejos irei ver nos teus olhos refletidos.

Mas quando for a hora de me calar e ir embora sei que,
sofrendo, te deixarei longe de mim.

Não me envergonharia de pedir ao teu amor esmola,
mas não quero que o meu verão resseque o teu jardim.

(Nem vou deixar – mesmo querendo – nenhuma fotografia.
Só o frio, os planetas, as ninfetas e toda a minha poesia).

Fernanda Young

quarta-feira, 17 de março de 2010

Química























Sublimemos, amor. Assim as flores
No jardim não morreram se o perfume
No cristal da essência se defende.
Passemos nós as provas, os ardores:
Não caldeiam instintos sem o lume
Nem o secreto aroma que rescende.
José Saramago

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Os perfumes





















O Perfume é o invólucro invisível,
Que encerra as formas da mulher bonita.
Bem como a salamandra em chamas vive,
Entre perfumes a sultana habita.

...

E que segredo não revela acaso
De uma mulher a predileta essência?
Ora o cheiro é lascivo e provocante!
Ora casto, infantil, como a inocência!

...

E o poeta murmura suspirando:
"Bem me lembro... era este o seu perfume!"

Castro Alves

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

O perfume da noite azul






















O perfume da noite azul que vem chegando
Penetra em nós, espalha em nós este langor...
Anda o silêncio pelas coisas...O ar é brando...
E o perfume da noite azul que vem chegando
Cada vez é mais vago e mais perturbador...

Nossa janela dá para a beira do rio.
As águas levam folhas mortas, devagar...
E o perfume da noite azul, pelo ar macio,
Como que vem das águas lânguidas do rio...

Olha lá o luar!!! Vem talvez do luar.

E ficamos a ver, de bruços na janela,
A paisagem que escureceu. Este langor...
Oh! Perfume da noite azul, da noite bela!
Enervante... delicioso... perturbador...
Escuta minha pequenina noite bela,
Perdoa esta infantilidade: " Meu amor..."

Ribeiro Couto

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Grasse




















Há uma cidade na França, Grasse, que é o centro da indústria mundial de perfumes desde o século XVI. Muitas casas de perfumes fundadas nos séculos XVIII e XIX ainda funcionam, embora hoje os perfumes de Grasse sejam feitos de flores importadas ou essências químicas. Na cidade ainda é possível visitar o Musée Internationale de la Parfumerie.